segunda-feira, 11 de junho de 2012

Poesia Concreta






A chamada poesia concreta surgiu com o Concretismo, que foi uma fase literária voltada para a valorização e incorporação dos aspectos geométricos à arte (música, poesia, artes plásticas).
Através da publicação na revista “Noigrandes”, fundada por três poetas: Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos, a poesia concreta teve seu marco inicial em 1956.
Também é em 1956 que a poesia concreta se consolida como uma nova e inusitada vertente da literatura brasileira  com a Exposição Nacional de Arte Concreta em São Paulo.
A característica primordial do poema Concretista é o uso das disponibilidades gráficas que as palavras possuem que as palavras possuem sem preocupação com a estética tradicional de começo, meio e fim e, por esse motivo é chamado de poema-objeto.
Outros atributos que podemos apontar deste tipo de poesia são: 

- a eliminação do verso; 
- o aproveitamento do espaço em branco da página para disposição das palavras; 
- a exploração dos aspectos sonoros, visuais e semânticos dos vocábulos; 
- o uso de neologismos e termos estrangeiros; 
- decomposição das palavras; 
- possibilidades de múltiplas leituras. 
Houve particularidades que diferenciavam os poemas deste período em tipos de poesias. Vejamos: 
● Poesia social: movimento de reação contra os formalismos da poesia concreta, os quais eram considerados exagerados por um grupo de artistas. Estes lutavam para o retorno e a inclusão de uma linguagem simples e de temas direcionados à realidade social. Artistas como Ferreira Gullar e Thiago de Mello foram adeptos dessa visão. 

● Tropicalismo: movimento advindo do universo musical dos anos 67 e 68, que retomava as propostas de Oswald de Andrade com o Manifesto Antropófago e adotou o pensamento de aproveitar qualquer cultura, independente de onde viesse. 

● Poesia Marginal: surgiu na década de 70 e é chamada de “marginal” porque não possuía vínculos com editoras ou distribuidoras para edição e/ou publicação, ou seja, era produção independente. 
Por coincidência, o meu ex-professor de estudos sociais é um grande poeta concretista, abaixo tem algumas de suas poesias.


Amanda Suave, n°02


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