segunda-feira, 11 de junho de 2012

Augusto de Campos






Augusto Luiz Browne de Campos
 Nascido em São Paulo, em 1931
Poeta, ensaísta e tradutor de poesia, foi um dos principais articuladores do movimento internacional da poesia concreta, nos anos 50 e 60. Tradutor de Mallarmé, Joyce, Pound e dos poetas provençais, entre outros, foi também responsável pelo resgate de importantes autores da literatura brasileira, como Sousândrade e Pedro Kilkerry. O corpo principal de sua obra poética encontra-se reunido nos livros viva vaia, poesia 1949-1979 (Ed. Duas Cidades, 1979; Ed. Brasiliense, 1985); expoemas (Ed. Entretempo, 1986); e despoesia (Ed. Perspectiva, 1994). Em 1995, lançou com seu filho, o músico Cid Campos, o CD Poesia É Risco (Polygram). O desempenho criado a partir do CD, em parceria com Walter Silveira, já foi apresentada em diversos eventos, no Brasil e no exterior. Nos últimos anos, Augusto de Campos vem se dedicando à feitura de poemas "verbovocovisuais" em mídia digital. Trabalhando com um computador Macintosh e programas de multimídia, desenvolve poemas novos, bem como releituras de obras anteriores, com recursos de som, animação e interatividade.
IMPORTÂNCIA DE SUA OBRA
Augusto de Campos é um de nossos mais importantes poetas (senão o mais importante) no campo da poesia experimental. Seu labor para atualizar as formas poéticas com relação ao mundo contemporâneo, desde os tempos heróicos da poesia concreta, é bastante conhecido. Ao lado de seu irmão Haroldo de Campos e do amigo Décio Pignatari, entre outros, formou a corrente mais avançada da poesia brasileira, posição que continua ainda a manter, mais de quarenta anos depois da eclosão do movimento da poesia concreta. Augusto de Campos, particularmente, foi o poeta mais sensível à questão das novas tecnologias e do relacionamento da poesia com a ciência. Em 1987, em seu artigo "O Artista na Sociedade Tecnológica", ele já defendia a idéia de que a tecnologia produz um impacto profundo em nossos sentidos e em nosso universo mental, acrescentando ainda que novos princípios estéticos devem ser buscados a partir do momento em que novos instrumentais tecnológicos se tornam disponíveis. Imbuído da convicção de que, no fim do século XX, a poesia estava saltando dos suportes tradicionais baseados na imprensa gutemberguiana, ele começou um processo de aproximação com artistas que estão experimentando com holografia e tecnologias eletrônicas (Julio Plaza, Moysés Baumstein, Walter Silveira, entre outros), e a conceber, num primeiro momento, releituras de seus poemas mais antigos em novos suportes, e depois trabalhos criados especificamente para os novos meios. Malgrado tenha feito, em parceria, poemas para vídeo, holografia, computação gráfica, painéis eletrônicos, etc., é com o CD e espetáculo multimídia Poesia É Risco que a sua obra dá uma radical virada, assumindo abertamente os novos meios. Atualmente, uma nova fase do artista está sendo gestada, com uma coleção de poemas inteiramente produzida em computador.

 Thaís Fernanda

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