segunda-feira, 11 de junho de 2012


BANKSY- ARTISTA GRÁFICO
Nascido em Bristol, Banksy iniciou aos 14 anos, foi expulso da escola e preso por pequenos delitos. Sua identidade é incerta, não costuma dar entrevistas e fez da contravenção uma constante em seu trabalho, sempre provocativo. Os pais dele não sabem da fama do filho: "Eles pensam que sou um decorador e pintor". Recentemente, ele trocou 500 CDs da cantora Paris Hilton por cópias adulteradas em lojas de Londres, e colocou no parque de diversões Disney uma estátua-réplica de um prisioneiro de Guantánamo.
O melhor de Banksy

Suas obras são carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade. Apesar de não fazer caricaturas ou obras humorísticas, não raro, a primeira reação de um observador frente a uma de suas obras será o riso. Espontâneo, involuntário e sincero, assim como suas obras.

                                          




M.C. ESCHER
Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898,  faleceu em 1970  e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.   Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação,  descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia.
A sua obra tornou-se uma ponte simbólica entre a ciência e a arte. São várias as ligações que podemos estabelecer entre os desenhos de Escher e a Matemática:


Pavimentações

Pavimentar um plano é preencher esse mesmo plano completamente através do uso repetido de polígonos, ou outras figuras, sem falhas nem sobreposições. Uma boa parte da obra de Escher é dedicada ao estudo das pavimentações do plano euclidiano. Nessas pavimentações é possível identificar translações, rotações, reflexões e composições dessas transformações.
               
                                             





Noção de Infinito

Nalgumas obras de Escher é possível observar um motivo tornar-se infinitamente pequeno, para o interior (no caso dos lagartos, na primeira figura) ou para o exterior da figura (no caso dos anjos e dos demónios, na segunda figura).

                                

Relação entre o Plano e o Espaço

Estamos habituados a ver objectos tridimensionais (pertencentes ao espaço) representados numa folha de papel (um plano) que tem apenas duas dimensões. Para isso, usam-se regras de perspectiva, sombras, etc... O que é menos comum, e que Escher fez nalgumas gravuras, é misturar objectos a duas e a três dimensões. O resultado alcançado pelo artista holandês é notável!

                                   


Perspectivas e Figuras impossíveis

Esta é provavelmente a parte da obra de Escher mais conhecida e mais comercializada através de pósteres, calendários, puzzles, etc... Aqui, Escher desafia as leis da perspectiva representando imagens de objectos aparentemente tridimensionais mas que não podem existir na realidade. Algumas dessas gravuras baseiam-se em figuras impossíveis já conhecidas na matemática (como o Tribar ou a Escada de R. Penrose) mas que nunca tinham sido tão bem aproveitadas em termos gráficos!


  





Letícia dos Santos Silva, 19

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