quinta-feira, 21 de junho de 2012

Musica               (Barbara;Gabriele;Mariana Aparecida;Karine;Isabela Miranda)


Diferença entre a musica popular e a erudita
As diferenças entre a música popular e a música erudita é uma questão controversa. Alguns partidários da música erudita afirmam que a música erudita é arte verdadeira, enquanto a música popular seria apenas uma forma de entretenimento. Entretanto, muitas peças que constituem a música popular têm um grande nível de complexidade, enquanto muitas outras peças da música erudita são extremamente simples.
A distinção entre a música erudita e a música popular se torna obscura por certos gêneros intermediários, como a música minimalista, o jazz e a chamada música new age.
De uma forma geral, existe mais complexidade na música erudita do que na música popular. Inicialmente, a música erudita é distingüida pelo forte uso do desenvolvimento e geralmente mais modulações, poucas repetições e um uso de frases musicais mais diversas. Entretanto, não quer dizer que a música popular é sempre mais simples que a música erudita. Estilos como o jazz e o samba usa uma variedade de ritmos mais complexa do que a média e mesmo alguns acordespouco usuais.
Outra característica recorrente da música erudita é a divisão de pequenas unidades, como frases, períodos e movimentos, razão pela qual é muito mais comum existir uma peça de uma hora de duração fazendo parte do repertório erudita do que do repertório popular.
Em certas ocasiões, algumas peças da música erudita adquirem popularidade, em geral por serem eventualmente divulgadas pela mídia. Alguns desses exemplos são a Pequena Serenata Noturna de Mozart, e a quinta sinfonia de Beethoven.


Stockhausen
Karlheinz Stockhausen foi um compositor alemão de música contemporânea. Foi colega de Pierre Boulez e ambos estudaram com o compositor e organista Olivier Messiaen. Considerado um dos maiores compositores do final do século XX, foi o responsável por trabalhos artísticos de grandiosidade indiscutível. As suas obras revolucionaram a percepção de ritmo,melodia e harmonia. Trabalhos como Stimmung e Mikrophonie marcaram época quando da sua estréia pois exigiam do público percepção musical aguçada. De suas obras mais ambiciosas destacam-se o quarteto de cordas com helicópteros (que é tocado com estes instrumentos mesmo: um quarteto de cordas e quatro helicópteros), parte integrante de um trabalho em desenvolvimento de mais de dez anos, e a ópera Licht baseada em textos sânscritos e budistas que tem suas partes distribuídas nos dias da semana.
Após ter criado a primeira peça que fazia uso da técnica da síntese aditiva com base na unidade da onda senoidal, Stockhausen compôs dois estudos de música eletrônica (Studie I e Studie II) com o objetivo de analisar as potencialidades dos sons eletrônicos e criar novos timbres sem o auxílio de instrumentos, apenas com a mistura de ondas senoidais (através de um método por ele desenvolvido) e a vibração induzida de uma película com a onda resultante das misturas (princípio da caixa de som). Suas obras seguintes, assim como toda a música eletrônica, tiveram forte embasamento nos resultados que alcançou nessas duas peças musicais. Antes disso o compositor já havia criado um estudo de música concreta,e havia dado à peça o nome de Estude.
OBRAS IMPORTANTES:
Licht
Licht (luz em alemão) é a sua mais ambiciosa e demorada criação. É ciclo de sete meta-óperas (teatro musical), cada uma tendo por título um dia da semana, na qual entendeu unificar história do Universo e história do Homem, o biológico e o religioso, criação e evolução. No total, cerca de 29 horas de música e acção cénica que lhe custaram 27 anos de trabalho, concluído em 2004.
Klang
 Quando terminou a composição de Licht iniciou Klang (vocábulo que significa som, mas ao qual se liga um timbre). Esta composição teria 24 partes, correspondendo às 24 horas do dia. Como um Livro de Horas inscrito de sensações acústicas. Compôs as horas I-V e XIII e terá terminado a VII e a X, com estreia prevista para 2008. Uma delas Stockhausen terminou na véspera da sua morte.


Bossa Nova
Nos fins da década de 50, no Brasil tudo se tornou Bossa Nova, tudo era Bossa Nova, música, futebol, praia, presidente era Bossa Nova. Entre as décadas de 50 e 60, o Rio de Janeiro e o país viveram sob uma inspiração cultural artística que jamais se repetiu.
Para superar as operetas românticas que dominavam as rádios da época, jovens músicos, compositores e intérpretes elaboraram um novo estilo musical que uniu harmoniosamente o sofisticado jazz americano às batidinhas do samba brasileiro. Jovens músicos como Tom Jobim,Vinícius de Moraes,João Gilberto,Carlos Lyra,Roberto Menescal, Baden Powell,Ronaldo Bôscoli,entre outros,que influenciam a mpb até os dias de hoje.
Historicamente, a Bossa Nova é iniciada com o lançamento dos discos,em 1958,”Canção de amor demais” com músicas de Tom Jobim e o disco “Chega de Saudades” de 78 RPM com a música título de um lado e “Bim-Bom”,de João Gilberto,do outro.João Gilberto introduziu uma batida de violão inovadora.
Além da Bossa Nova, tivemos o surgimento do Neoconcretismo nas artes plásticas, do Cinema Novo e de grandes lançamentos literários com Jorge Amado, Fernando Sabino, João Guimarães Rosa, Ferreira Gullar, entre outros.
Anos depois, o mundo encantou-se com a Bossa Nova, sendo traduzida e dançada por norte-americanos e europeus e espalhando-se até os dias atuais no Japão (e em outras regiões). Hoje, a Bossa Nova é mais escutada no planeta Terra do que em nosso país, onde tudo perdeu um pouco da Bossa Nova que era, mas ficam os bons músicos e compositores que a fazem ser presenciada.


Quem foi Heitor Villa Lobos ?
Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".
Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.
Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.
Entre 1944 e 1945 , Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.
Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em novembro de 1959.

O que é Musicoterapia ?
Musicoterapia é uma forma de terapia alternativa que utiliza a música no tratamento de pessoas com problemas tanto de ordem física quanto emocional, mental e cognitiva.Teve início no século XX, onde após as duas primeiras guerras mundiais, músicos amadores e profissionais passaram a tocar em hospitais de países da Europa e nos Estados Unidos. A partir disso médicos e enfermeiros puderam notar melhoras no bem estar dos pacientes que ali se encontravam.
As pesquisas em relação ao poder exercido pela música começaram na década de 60, quando o médico e escritor Oliver Sachs começou a pesquisar o efeito da música em pacientes com a doença de Parkinson.
A Musicoterapia pode ser realizada no tratamento de dores, reabilitação de acidentes vasculares cerebrais (AVC), lesões traumáticas, na melhora da coordenação motora tanto de crianças quanto em jovens, adultos e idosos com deficiências neurológicas, com pessoas cegas ou surdas, doentes de Parkinson, mulheres grávidas, deficientes físicos, entre outros.


Obra de Kohn Cage – 4 minutos e 33 segundos
Uma das obras mais conhecidade Cage é 4′33″, composta em 1952. A não se utiliza de sons deliberados. Os músicos a apresentá-la não tocam nada durante o tempo especificado no título, ficando apenas quietos, por esse tempo, diante do instrumento. O conteúdo da composição não é quatro minutos e trinta e três segundos de silêncio, como se poderia supor, mas sim de sons do ambiente ouvidos pelo público durante a audição. 


Quem foi Jose Ramos Tinhorão ?
José Ramos Tinhorão poderia ser chamado de 'o boca maldita' do século XX. Amado e odiado na mesma intensidade, o crítico musical ganhou fama, principalmente, por atacar 'quase unanimidades' do cenário brasileiro, como Tom Jobim e Chico Buarque e ser implacável com a bossa nova. Chegou mesmo a escrever que 'Águas de Março', de Jobim, não passaria de mero plágio. Mesmo despertando sentimentos apaixonados, Tinhorão, certamente, é um dos grandes nomes da crítica musical brasileira.

Nascido em 7 de fevereiro de 1928, em Santos, passou por cidades como São Paulo, Jundiaí e Bragança, antes de instalar-se no Rio de Janeiro em 1938. Formou-se no ano de 1953 na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e na Faculdade de Filosofia da Universidade Nacional (RJ), em Jornalismo. A primeira profissão nunca chegou a exercer. A segunda foi a responsável pelo sabores e dissabores de sua vida profissional.
Começou no Jornalismo em 1951, vendendo reportagens para a 'Revista da Semana' (RJ) e para a 'Revista Guaíra de Curitiba' (PR). Simultaneamente, estreou na seção 'Na Hora H', como repórter do jornal 'Última Hora'. No ano de 1959, entrou no 'Jornal do Brasil', onde atuou como redator e colaborador dos 'Cadernos de Estudos Brasileiros' e 'Caderno B'. Ao assumir uma coluna controversa no jornal, entre os anos de 1975 a 1980, comprou briga com grandes nomes da MPB, chamando, por exemplo, de 'boi com abóbora' um samba de Chico Buarque ou batendo boca com Paulinho da Viola.
Sua carreira é, ainda, marcada por passagens em outros grandes veículos da imprensa, tais como as revistas 'Veja' e 'Senhor' e as redes de televisão TV Globo e TV Rio. Seu primeiro livro sobre a história da música popular brasileira foi escrito em 1966, 'Música Popular: um tema em debate'. Ao todo, sua obra já chega a mais de 20 publicações.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS...





As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas inicialmente no século XIX, adotando um estilo satírico conhecido como cartuns, charges ou caricaturas e depois se tornou como as populares tiras. Apesar de o Brasil contar com grandes artistas durante a história, a influência estrangeira sempre foi muito grande nessa área.

Algumas são muito conhecidas, como da Turma da Mônica, Tio Patinha, de super-heróis, Mafalda, O Menino Maluquinho, Zé Carioca, Luluzinha, Bolinha, entre muitas outras.
As histórias em quadrinhos podem ser tanto de humos, quando uma crítica a algo, uma denuncia, ou apenas uma coisa menos chata de se ler.




João Vitor

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Arquitetura


Como funciona o curso universitário de arquitetura.

O curso de Arquitetura e Urbanismo dura 5 anos.O Arquiteto projeta construções do lado de fora, ou seja, a estrutura. Arquitetura refere-se à arte ou a técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano. Neste sentido, a arquitetura trata destacadamente da organização do espaço e de seus elementos: em última instância, a arquitetura lidaria com qualquer problema de agenciamento, organização, estética e ordenamento de componentes em qualquer situação de arranjo espacial. Pode-se então definir arquitetura como construção concebida com a intenção de ordenar e organizar plasticamente o espaço, em função de uma determinada época, de um determinado meio, de uma determinada técnica e de um determinado programa. 

Qual a função de um arquiteto.

O trabalho do arquiteto é, por natureza, generalista e a este se juntarão os trabalhos de outros profissionais, em geral engenheiros especialistas, como os calculistas, engenheiros de elétrica, hidráulica, de ar condicionado e outros. Todos estes projetos devem ser coordenados pelo arquiteto, que possui visão global sobre o projeto.Ele planeja o uso de espaços para fins residenciais, industriais e comerciais. Utiliza de diversos recursos técnicos e artísticos para elaborar um projeto arquitetônico.

Letícia Karine Moreira Pereira, nº 20 - 1ºA

terça-feira, 12 de junho de 2012

Augusto Boal


Augusto Boal

Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 — Rio de Janeiro, 2 de maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.
Nas palavras de Boal:
O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'
O dramaturgo é conhecido não só por sua participação no Teatro de Arena da cidade de São Paulo (1956 a 1970), mas, sobretudo por suas teses do Teatro do oprimido, inspiradas nas propostas do educador Paulo Freire.
Sua obra escrita é expressiva. Com 22 livros publicados e traduzidos em mais de vinte línguas, suas concepções são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Jogos Para Atores e Não Atores tratam de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas.
Apesar de existirem milhares grupos e centros de estudos sobre o Teatro do Oprimido no mundo (mais de 50 países nos cinco continentes), apenas o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro é reconhecido como o ponto de referência mundial da metodologia. Localizado na Avenida Mem de Sá nº 31, bairro da Lapa, Rio de Janeiro - RJ- Brasil, o CTO foi fundado em 1986 e dirigido por Boal até o seu falecimento, em maio de 2009.

Letícia Pacheco  

Teatro na Grécia Antiga


Teatro na Grécia Antiga


O teatro na Grécia antiga teve suas origens ligadas a Dionísio (um deus grego), divindade da vegetação, da fertilidade e do vinho, cujos rituais tinham um caráter orgiástico.
Durante as celebrações em honra ao deus, em meio a procissões e com o auxílio de fantasias e máscaras, eram entoados cantos líricos, os ditirambos (coral de pessoas), que mais tarde evoluíram para a forma de representação plenamente cênica como a que hoje conhecemos através de peças consagradas.
Seu florescimento ocorreu entre 550 a.C., e 220 a.C., sendo cultivado em especial em Atenas, que neste período também conheceu seu esplendor, mas espalhou-se por toda a área de influência grega, desde a Ásia Menor até a Magna Grécia e o norte da África. Sua tradição foi depois herdada pelos romanos, que a levaram até as suas mais distantes províncias, e é uma referência fundamental na cultura do ocidente até os dias de hoje.

Evolução e características
As procissões dionisíacas foram ficando mais elaboradas, e surgiram os "diretores de coro”, elas podiam reunir nas cidades até vinte mil pessoas.
O primeiro diretor de coro e dramaturgo foi Téspis, convidado pelo tirano Pisístrato para dirigir a procissão de Atenas e vencedor do primeiro concurso dramático registrado.
Téspis é considerado o pai da tragédia.
Logo após foi introduzido um segundo personagem, além do protagonista. Representando dois papéis na mesma peça através do uso de uma máscara com uma face na frente e outra na nuca. As máscaras tinham uma outra função, eminentemente prática, por possibilitarem às pessoas acompanhar a ação cénica pelas expressões que mostravam, quando a voz do ator não conseguia alcançar toda a plateia.
Outros autores que se destacaram nesta época são Choerilus, Pratinas e Phrynichus, cada qual introduzindo mudanças no estilo da representação.
Destes, Phrynichus é o mais conhecido, vencedor de competições e autor de tragédias com temas explorados mais tarde na era dourada do teatro grego, como As Danaides, As Mulheres da Fenícia e Alceste, sendo o primeiro a introduzir personagens femininos.
O coro era composto pelos narradores da história que, através de representação, canções e danças, relatavam as façanhas do personagem. Era o intermediário entre o ator e a plateia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de pronunciar também a conclusão da peça. Também podia haver o corifeu, que era um representante do coro que se comunicava com a plateia.

Os atores do teatro grego eram todos homens, e interpretavam vários papéis durante o mesmo espectáculo. Na tragédia existiam três atores e na comédia quatro. Os atores utilizavam máscaras e fatos que poderiam ser pesados. Na tragédia os atores utilizavam uma túnica até aos pés, chamado quíton, e o coturno; na comédia usavam-se roupas próximas às utilizadas pelos cidadãos e calçavam-se sandálias.

O apogeu do teatro grego
Depois da queda de Atenas e sua destruição pelos persas em 481 a.C. a cidade foi reconstruída, e o teatro passou a desempenhar um papel ainda mais importante na cultura e no orgulho cívico locais. Com a evolução da forma e a introdução de enredos fictícios ou contemporâneos se estabilizaram dois gêneros principais, já plenamente cênicos: a tragédia e a comédia. Nas Grandes Dionísias três poetas concorriam, cada um com três tragédias e um drama satírico.

Os teatros
Os teatros situavam-se ao ar livre, nos declives das encostas, locais que proporcionavam uma boa acústica. Inicialmente os bancos eram feitos de madeira, mas a partir do século IV A.C. passaram a ser construídos em pedra.
Para além a plateia distinguiam-se várias áreas no teatro. A orquestra era a área circular em terra batida ou com lajes de pedra situada no centro das bancadas, onde o coro realizava a sua interpretação. Julga-se que a orquestra teria de início uma forma quadrangular, como no Teatro de Tóricos. No centro da orquestra ficava a thymele, um altar em honra a Dionísio, que servia não só para oferecer sacrifícios, mas também como adereço. Em cada lado da orquestra existiam as entradas para o coro, os parodoi.
Detrás da orquestra estava a skenê, o cenário, estrutura cuja função inicial foi servir como local onde os actores trocavam de roupa, mas que passou também a representar a fachada de um palácio ou de um templo. Frente à skenê estava o proscenium, onde os actores representavam os papéis, se bem que estes também se deslocassem até à orquestra.
Dos teatros da Antiga Grécia alguns dos mais importantes são os Teatros de Epidauro, o Teatro de Dodona, o Odeon de Herodes Ático, o Teatro de Delfos, o Teatro de Segesta, o Teatro de Siracusa e o Teatro de Dionísio.


Letícia Pacheco

O rei da vela (Oswaldo de Andrade)


O rei da vela (Oswaldo de Andrade)                                    

Escrita em 1933 e publicada em 1937, em três atos, O Rei da Vela é um  texto teatral mais importante de Oswald de Andrade. A Peça demorou trinta anos para ser apresentada em São Paulo, pelo Grupo Oficina, sob a direção de José Celso Martinez Correa; a encenação marcou época na história do teatro brasileiro. As protagonistas Abelardo I e Heloisa, da tradição medieval. Abelardo I é um representante da burguesia ascendente da época. Seu oportunismo, aliado à crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque, de 1929, permite- lhe todo tipo de especulação: ''com o café , com a indústria etc. Sua caracterização como o "Rei da Vela" é extremamente irônica e significativa: ele fabrica e vende velas, pois "As empresas elétrica da luz". Também é costume popular colocar uma vela na mão de cada defunto, assim Abelardo I "herda um tostão de cada morto nacional". Abelardo torna - se então o símbolo da exploração, à custa da pobreza e das superstições populares. Como personagem, ele também denuncia a invasão do capital estrangeiro; daí a irônica consideração sobre "a chave milagrosa da fortuna, uma chave vale" . Seus devedores se apresentam , na peça , dentro de uma jaula. Heloísa representa a ruína da classe fazendeira. Seu pai , coronel latifundiário, vai à falência, num retrato onde predomina a perversão e o vício, símbolos de uma classe social  desmoronando. A aliança de Abelardo e Heloísa pode-se dizer, representa a união de duas classes sociais corruptas pelo sistema capitalista. Uma terceira personagem vem a completar o quadro social do Brasil da época: Mr. Jones,  simbolizando o capital americano; sua presença revela um país endividado: "Os ingleses e americanos temem por nós. Estamos ligados ao destino deles. Devemos tudo o que temos e o que não temos.

Ana Clara Salgado

Roda Viva: Chico Buarque






Roda Viva (peça) Chico Buarque

Roda viva é uma peça de teatro brasileira. Foi escrita por Chico Buarque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Foi à primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.
Na estréia, fizeram parte do elenco Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro, nos papéis principais, e a temporada foi considerada um sucesso.
Durante a segunda temporada, com Marília Pêra, André Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de cem pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo, e espancou os artistas e depredou o cenário[1].
Após o revés na capital paulista, o espetáculo voltou a ser encenado, desta vez em Porto Alegre. No entanto, os atores da peça voltaram a ser vítimas da violência e intransigência do CCC e, após este segundo incidente, o Roda Viva deixou de ser encenada. Mas esta é considerada uma das mais importantes peças de teatro brasileiras já produzidas nos anos.
O espetáculo conta a história de um cantor que decide mudar de nome para agradar ao público, em um contexto de uma indústria cultural e televisiva nascente no Brasil dos anos 60. A peça é encenada em dois atos, contando a ascensão e queda de Benedito Silva, que passou a adotar o nome de Ben Silver. Mas o que marcou a peça foi a sua agressividade proposital com o intuito de chocar o público para os problemas que cercavam o país na época.
Vários membros do elenco são maltratados, e o cenário e equipamentos técnicos são destruídos pelo Comando de Caça aos Comunistas em julho de 1968, em São Paulo. Em setembro do mesmo ano a peça estréia no Rio Grande do Sul, a violência se repete e o espetáculo é proibido pela censura. 
Chico Buarque alem de autor da peça, também criou a sua canção-tema, com o mesmo título.
Na década de 60, esta canção foi gravada com o grupo MPB4. Em 2004, a cantora Fernanda Porto regravou, ao lado de Chico, uma versão mais moderna de Roda Viva.

Fernanda Carolina de Toledo Silva

Cinema

Cinema



-Cinema da índia
O cinema foi introduzido na Índia a 7 de Julho de, 1896. Começou com a apresentação de alguns filmes dos irmãos Lumière, no Hotel Watson em Bombaim (atualmente Mumbai). Os filmes indianos geralmente incluem muitas cenas de música e dança. Estas músicas costumam expressar emoções e paixões, que variam entre o amor, tragédia, triunfo e celebração. Nos filmes indianos costumam usarem-se cantores de playback, ou seja, artistas que cantam as músicas, e os atores apenas sincronizam os seus movimentos labiais com a voz do cantor. As melodias de um filme indiano determinam em boa parte o sucesso comercial do mesmo.
Os filmes têm geralmente entre duas a três horas de duração, com intervalo. Os temas variam entre romance, comédia, ação e suspense. Os vários tipos de cinema na índia
Cinema bengali
Cinema marata
Cinema telugu
Cinema tâmil
Cinema híndi (bollywood)
A Índia é um país extenso onde são faladas muitas línguas. De acordo com o censo de 1991 existem cerca de 10400 línguas na Índia. Se forem agrupadas as línguas que estão fortemente relacionadas ou dialetos compreensíveis, chegaríamos a um número de 1576 línguas, ou se consolidarmos ainda mais chegaríamos ao número de 114 línguas principais. Os produtores indianos já fizeram filmes em 30 das línguas mais faladas. Contudo, apenas os maiores grupos linguísticos são apoiados por fortes indústrias cinematográficas. Estes são o hindi, tamil, telugu,



Cinema de Hollywood
Itália e França tinham o cinema mais popular e poderoso do mundo mas com a Primeira Guerra Mundial, a indústria européia de cinema foi arrasada. Os EUA começaram a destacar-se no mundo do cinema fazendo e importando diversos filmes. Thomas Edison tentou tomar o controle dos direitos sobre a exploração do cinematógrafo. Alguns produtores independentes emigraram de Nova York à costa oeste em pequeno povoado chamado Hollywoodland, graças a Griffith, que já o sugeria. Lá encontraram condições ideais para rodar: dias ensolarados quase todo ano, diferentes paisagens que puderam servir como locações e quase todos as etnias como, negros, brancos, latinos, indianos, indios orientais e etc, um "banquete" de coadjuvantes. Assim nasceu a chamada"Meca do Cinema", e Hollywood se transformou no mais importante centro da industria cinematográfica do planeta.
Nesta época foram fundados os mais importantes estúdios de cinema (Fox, Universal, Paramount) controlados por judeus (Daryl Zanuck, Samuel Bronston, Samuel Goldwyn, etc.) que viam o cinema como um negócio. Lutaram entre si e as vezes para competir melhor, juntaram empresas assim nasceu a 20th Century Fox (da antiga Fox) e Metro Goldwyn Meyer (união dos estúdios de Samuel Goldwyn com Louis Meyer). Os estúdios encontraram diretores e atores e com isso nasceu o "star system", sistema de promoção de estrelas e com isso, de ideologias e pensamentos de Hollywood.
Começaram a se destacar nesta época comédias de Charlie Chaplin e Buster Keaton, aventuras de Douglas Fairbanks e romances deClara Bow. Foi o próprio Charles Chaplin e Douglas Fairbanks junto a Mary Pickford e David Wark Griffith que acabaramcriando aUnited Artist com o motivo de desafiar o poder dos grandes estúdios

                                     -Histórico do festival de gramado.
Nos anos 70, o evento desafiou a censura e se consagrou como um dos maiores festivais do gênero no país
O Festival do Cinema Brasileiro de Gramado (RS) teve seu ponto inicial nas mostras promovidas durante a Festa das Hortênsias, entre 1969 e 1971.
Devido ao grande burburinho causado com seu surgimento, a comunidade artística, a imprensa, os turistas e os próprios gramadenses passaram a lutar para que a iniciativa tivesse um caráter oficial.
Também saíram em defesa da idéia a Prefeitura Municipal de Gramado, a Companhia Jornalística Caldas Júnior, a Embrafilme, a Fundação Nacional de Arte e as secretarias de Turismo e de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, tornando-a realidade - em janeiro de 1973, o evento foi oficializado pelo Inacen (Instituto Nacional de Cinema).
O 1º Festival do Cinema Brasileiro de Gramado aconteceu de 10 a 14 de janeiro de 1973, passando a se repetir anualmente. As primeiras edições foram marcadas pelo sensacionalismo, pela nudez e por artistas que buscavam a fama na serra gaúcha.
Nos anos 70, o evento firmou-se e driblou a censura. Desde então Gramado transformou-se num palco que traduz as glórias e crises do cinema nacional.
Com o aprimoramento das discussões sobre arte e cultura, o festival conquistou o título de um dos maiores do gênero no país durante os anos 80, status que mantém até os dias de hoje.
Em 1992, o festival realizou sua primeira edição internacional. Nesta primeira participação de filmes estrangeiros, o vencedor foi Tecnicas de Duelo, produzido na Colômbia e dirigido por Sergio Cabrera, que levou o prêmio de melhor filme.

Invenção do cinematógrafo (séc XIX)
Os franceses Auguste e Louis Lumiére, criadores do "Cinematografo", foram os responsáveis pela fundação do cinema como "o espetáculo das vistas animadas projetadas em uma tela branca".
No início pensaram que o cinema era uma invenção sem futuro mas, desde o primeiro espetáculo pago, ocorrido no dia 28 de dezembro de 1895 em Paris, causou impacto e admiração, o espetáculo era a saída da fábrica Lumiér e com muito impressionismo, o filme "A Chegada do Trem". É conhecida a história de que os espectadores assustaram-se ao assistirem à exibiçao do filme, que chegaram ao ponto de saírem correndo da sala de projeção temendo serem atropelados pela locomotiva do filme.

                                         -Cinema novo no Brasil
Cinema novo é um movimento cinematográfico brasileiro, com reputação internacional.
Como surgiu o cinema novo ?
Com a falência de companhias cinematográficas paulistas, um grupo de jovens frustrados, resolveu lutar por um cinema com mais realidade, mais conteúdo e menor custo.

Com a união do I congresso paulista e o I congresso nacional do cinema brasileiro, foram discutidas novas ideias para a produção de filmes nacionais, onde concretiza uma nova fase do cinema na década de 1950.
Essa fase está representada  no filme Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Com a proposta do neo-realismo italiano.
Os filmes tratavam dos mais diversos temas sociais decorrentes no Brasil da época, entre eles a política, o futebol, a educação, diferenças sociais e raciais, e principalmente, a miséria  e a fome que afetavam boa parte dos brasileiros.

Os principais filmes desse período são :

- Deus e o diabo na terra do sol
- Terra em transe e o dragão da maldade contra o santo guerreiro - Glauber Rocha
- Maioria absoluta e a garota de ipanema - Leon Hirszaman
- Ganga Zumba, Rei dos Palmares
- Integração racial e capitu - Paulo Cesar Saraceni
entre outros.

Recentemente o cinema brasileiro vem tendo um crescimento significativo. periodo mais expressivo do cinema nacional foi a decada de 70 e o início dos anos 80, que ocupam sete das dez primeiras posições no ranking de bilheteria nacional, com sucessos como os Trapalhões em "Saltimbancos", "na Serra pelada", "na guerra dos planetas" e "na mina do Salomão", "a Dama do Lotação" e "Dona Flor e seus dois maridos". Tropa de elite foi um filme que alcançou mais de 11 milhões de espectadores pelo Brasil.
Em 2010 e 2011 tivemos muitos filmes nacionais em cartaz, como Chico Xavier, Nosso lar, de Pernas pro Ar, Bruna Surfistinha, Vip, etc, todos eles com uma boa aceitação do público. Estamos acabando com aquele preconceito do tipo: Será que o filme é bom? Acho que não, é brasileiro.
Ainda tem muito o que melhora, mais nosso cinema está no caminho certo.
Alguns brasileiros fazem cinema no exterior, como Rodrigo Santoro por exemplo. Que participou das dublagens do filme ''Rio" que não é um filme nacional, mais fala sobre o Brasil, e o filme é dirigido por um brasileiro.
Sonia Braga foi uma importante atriz para o cinema do Brasil e primeira a ser reconhecida internacionalmente, sua sobrinha Alice Braga, que depois de contracenar com atores expressivos do cinema nacional como Wagner Moura e Lazaro Ramos, também contracenou com estrelas mundias como Will Smith.
O filme cidade de deus foi o filme nacional mais reconhecido internacionalmente.
OSeu Jorge, que além de ser um musico SENSACIONAL, também teve atuações importantes no cinema, como no próprio "Cidade de Deus", e em "Tropa de Elite 2", e teve um papel muito interessante no filme norte-americano "A Vida Marinha com Steve Zissou", onde era um tripulante brasileiro chamado Pelé dos Santos e nas horas vagas tocava algumas musicas no seu violão, e cantava o bom e velho português, e com direito a um concerto no final do filme.


                                   -Charles Chaplin
-Introdução
Chaplin nasceu em Londres no ano de 1889 e iniciou sua carreira como mímico, fazendo excursões para apresentar sua arte. Em 1913, durante uma de suas viagens pelo mundo, este grande ator conheceu o cineasta Mack Sennett, em Nova York (Estados Unidos), que o contratou para estrelar seus filmes. 
-Vida e obras
Seu personagem mais famoso foi o vagabundo Carlitos, oprimido e engraçado, este personagem denunciava as injustiças sociais. De forma inteligente e engraçada, este grande artista sabia como fazer rir e também chorar.
Em 1918, no auge de seu sucesso, ele abriu sua própria empresa cinematográfica, e, a partir daí, fazia seus próprios roteiros e dirigia seus filmes. Crítico ferrenho da sociedade, ele não se cansava de denunciar os grandes problemas sociais, tais como a miséria e o desemprego. Produziu grandes obras como: O Circo, Rua de Paz e Luzes da Cidade.  Pelo filme O Circo, Chaplin ganhou em 1929 seu primeiro Oscar Honorário.
Adepto ao cinema mudo, o também cineasta, era contra o surgimento do cinema sonoro, mas como grande artista que era, logo se adaptou e voltou a produzir verdadeiras obras primas: O Grande Ditador (crítica ao fascismo), Tempos Modernos e Luzes da Ribalta.
Na década de 1930 seus filmes foram proibidos na Alemanha nazista, pois foram considerados subversivos e contrários a moral e aos bons costumes. Porém, na verdade, representavam uma crítica ao sistema capitalista, à repressão, à ditadura e ao sistema autoritário que vigorava na Alemanha no período. Mas o sucesso dos filmes foi grande em outros países, sendo traduzido para diversos idiomas (francês, alemão, espanhol, português).
Em 1965, publicou sua autobiografia , Minha Vida. Em 1972, Charles Chaplin foi premidado com o Oscar Honorário de melhor trilha sonora pelo filme Luzes da Ribalta.
Em 1977, o mundo perdeu um dos grandes representantes da história do cinema.

-Filmografia de Chaplin (longas-metragens principais)

O idílio desfeito -1914
Os clássicos vadios - 1921
O garoto - 1921
Casamento ou luxo? - 1923
Em busca do ouro - 1925
O circo - 1928
Luzes da cidade - 1931
Tempos modernos - 1936
O grande ditador -1941
Monsieur Verdoux - 1947
Luzes da ribalta - 1952
Um rei em Nova York - 1957
A condessa de Hong Kong -1967

- Frases de Chaplin
- "Mais do que máquinas, necessistamos de humanidade"
- "A persistência é o caminho do sucesso."
- "Acredito que o pecado é realmente um mistério tão grande quanto a virtude."
- "Um dia sem sorrir é um dia desperdiçado."



-Biografia de Glauber Rocha

Glauber de Andrade Rocha (Vitória da Conquista, 14 de março de 1939 — Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1981) foi um cineasta brasileiro e também ator e escritor.
-Biografia
Filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha, Glauber Rocha nasceu na cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia.
Foi criado na religião da mãe, protestante, membro da Igreja Presbiteriana, por ação de missionários americanos da Missão Brasil Central. Posteriormente, para casar-se com Helena, foi batizado no catolicismo, escolhendo o nome de Pedro.
Alfabetizado pela mãe, estudou no Colégio do Padre Palmeira - instituição transplantada pelo padre Luís Soares Palmeira de Caetité (então o principal núcleo cultural do interior do Estado).
Em 1947 mudou-se com a família para Salvador, onde seguiu os estudos no Colégio 2 de Julho, dirigido pela Missão Presbiteriana, ainda hoje uma das principais escolas da cidade.
Ali, escrevendo e atuando numa peça, seu talento e vocação foram revelados para as artes performativas. Participou em programas de rádio, grupos de teatro e cinema amadores, e até do movimento estudantil, curiosamente ligado ao Integralismo[carece de fontes].
Começou a realizar filmagens (seu filme Pátio, de 1959, ao mesmo tempo em que ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, hoje da Universidade Federal da Bahia, entre 1959 a 1961), que logo abandonou para iniciar uma breve carreira jornalística, em que o foco era sempre sua paixão pelo cinema. Da faculdade foi o seu namoro e casamento com uma colega, Helena Ignez.
Sempre controvertido, escreveu e pensou cinema. Queria uma arte engajada ao pensamento e pregava uma nova estética, uma revisão crítica da realidade. Era visto pela ditadura militar que se instalou no país, em 1964, como um elemento subversivo.
No livro 1968 - O ano que não terminou, Zuenir Ventura registra como foi a primeira vez que Glauber fez uso da maconha, bem como o fato de, segundo Glauber, esta droga ter seu consumo introduzido na juventude como parte dos trabalhos da CIA (Agência Americana de Inteligência) no Brasil.
Em 1971, com a radicalização do regime, Glauber partiu para o exílio, de onde nunca retornou totalmente. Em 1977, viveu seu maior trauma: a morte da irmã, a atriz Anecy Rocha, que, aos 34 anos, caiu em um fosso de elevador. Antes, outra irmã dele morreu, aos 11 anos, de leucemia.
Glauber faleceu vítima de septicemia, ou como foi declarado no atestado de óbito, de choque bacteriano, provocado por broncopneumonia que o atacava há mais de um mês, na Clínica Bambina, no Rio de Janeiro, depois de ter sido transferido de um hospital de Lisboa, capital de Portugal, onde permaneceu 18 dias internado. Residia há meses em Sintra, cidade de veraneio portuguesa, e se preparava para fazer um filme, quando começou a passar mal.
-O cineasta

Antes de estrear na realização de uma longa metragem (Barravento, 1962), Glauber Rocha realizou vários curtas-metragens, ao mesmo tempo que se dedicava ao cineclubismo e fundava uma produtora cinematográfica.
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) são três filmes paradigmáticos, nos quais uma crítica social feroz se alia a uma forma de filmar que pretendia cortar radicalmente com o estilo importado dos Estados Unidos da América. Essa pretensão era compartilhada pelos outros cineastas do Cinema Novo, corrente artística nacional liderada principalmente por Rocha e grandemente influenciada pelo movimento francês Nouvelle Vague e pelo Neorrealismo italiano.
Glauber Rocha foi um cineasta controvertido e incompreendido no seu tempo, além de ter sido patrulhado tanto pela direita como pela esquerda brasileira. Ele tinha uma visão apocalíptica de um mundo em constante decadência e toda a sua obra denotava esse seu temor. Para o poeta Ferreira Gullar, "Glauber se consumiu em seu próprio fogo".
Com Barravento ele foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary na Tchecoslováquia em 1963. Um ano depois, com 'Deus e o diabo na terra do sol, ele conquistou o Grande Prêmio no Festival de Cinema Livre da Itália e o Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Cinema de Acapulco.
Foi com Terra em Transe que tornou-se reconhecido, conquistando o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes, o Prêmio Luis Buñuel na Espanha, o Prêmio de Melhor Filme do Locarno International Film Festival, e o Golfinho de Ouro de melhor filme do ano, no Rio de Janeiro. Outro filme premiado de Glauber foi O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e, outra vez, o Prêmio Luiz Buñuel na Espanha.
Inventar-te-ia antes que os outros te transformem num mal-entendido. Glauber Rocha.
  
                                               -Deus e o diabo na terra do sol

Deus e o diabo na terra do sol é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido por Glauber Rocha.
Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo na Bahia.

Sinopse

O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.
Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo chamado Sebastião, que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.

Trabalho de: Giulia Müller, Fernanda Gouvêa, Thuane Lopes, Mariana Rodrigues e Rebeca