Diferença entre a musica popular e a erudita
As diferenças entre a música popular e a música erudita é uma questão controversa. Alguns partidários da música erudita afirmam que a música erudita é arte verdadeira, enquanto a música popular seria apenas uma forma de entretenimento. Entretanto, muitas peças que constituem a música popular têm um grande nível de complexidade, enquanto muitas outras peças da música erudita são extremamente simples.
A distinção entre a música erudita e a música popular se torna obscura por certos gêneros intermediários, como a música minimalista, o jazz e a chamada música new age.
De uma forma geral, existe mais complexidade na música erudita do que na música popular. Inicialmente, a música erudita é distingüida pelo forte uso do desenvolvimento e geralmente mais modulações, poucas repetições e um uso de frases musicais mais diversas. Entretanto, não quer dizer que a música popular é sempre mais simples que a música erudita. Estilos como o jazz e o samba usa uma variedade de ritmos mais complexa do que a média e mesmo alguns acordespouco usuais.
Outra característica recorrente da música erudita é a divisão de pequenas unidades, como frases, períodos e movimentos, razão pela qual é muito mais comum existir uma peça de uma hora de duração fazendo parte do repertório erudita do que do repertório popular.
Em certas ocasiões, algumas peças da música erudita adquirem popularidade, em geral por serem eventualmente divulgadas pela mídia. Alguns desses exemplos são a Pequena Serenata Noturna de Mozart, e a quinta sinfonia de Beethoven.
Stockhausen
Karlheinz Stockhausen foi um compositor alemão de música contemporânea. Foi colega de Pierre Boulez e ambos estudaram com o compositor e organista Olivier Messiaen. Considerado um dos maiores compositores do final do século XX, foi o responsável por trabalhos artísticos de grandiosidade indiscutível. As suas obras revolucionaram a percepção de ritmo,melodia e harmonia. Trabalhos como Stimmung e Mikrophonie marcaram época quando da sua estréia pois exigiam do público percepção musical aguçada. De suas obras mais ambiciosas destacam-se o quarteto de cordas com helicópteros (que é tocado com estes instrumentos mesmo: um quarteto de cordas e quatro helicópteros), parte integrante de um trabalho em desenvolvimento de mais de dez anos, e a ópera Licht baseada em textos sânscritos e budistas que tem suas partes distribuídas nos dias da semana.
Após ter criado a primeira peça que fazia uso da técnica da síntese aditiva com base na unidade da onda senoidal, Stockhausen compôs dois estudos de música eletrônica (Studie I e Studie II) com o objetivo de analisar as potencialidades dos sons eletrônicos e criar novos timbres sem o auxílio de instrumentos, apenas com a mistura de ondas senoidais (através de um método por ele desenvolvido) e a vibração induzida de uma película com a onda resultante das misturas (princípio da caixa de som). Suas obras seguintes, assim como toda a música eletrônica, tiveram forte embasamento nos resultados que alcançou nessas duas peças musicais. Antes disso o compositor já havia criado um estudo de música concreta,e havia dado à peça o nome de Estude.
OBRAS IMPORTANTES:
Licht
Licht (luz em alemão) é a sua mais ambiciosa e demorada criação. É ciclo de sete meta-óperas (teatro musical), cada uma tendo por título um dia da semana, na qual entendeu unificar história do Universo e história do Homem, o biológico e o religioso, criação e evolução. No total, cerca de 29 horas de música e acção cénica que lhe custaram 27 anos de trabalho, concluído em 2004.
Klang
Quando terminou a composição de Licht iniciou Klang (vocábulo que significa som, mas ao qual se liga um timbre). Esta composição teria 24 partes, correspondendo às 24 horas do dia. Como um Livro de Horas inscrito de sensações acústicas. Compôs as horas I-V e XIII e terá terminado a VII e a X, com estreia prevista para 2008. Uma delas Stockhausen terminou na véspera da sua morte.
Bossa Nova
Nos fins da década de 50, no Brasil tudo
se tornou Bossa Nova, tudo era Bossa Nova, música, futebol, praia, presidente
era Bossa Nova. Entre as décadas de 50 e 60, o Rio de Janeiro e o país viveram
sob uma inspiração cultural artística que jamais se repetiu.Para superar as operetas românticas que dominavam as rádios da época, jovens músicos, compositores e intérpretes elaboraram um novo estilo musical que uniu harmoniosamente o sofisticado jazz americano às batidinhas do samba brasileiro. Jovens músicos como Tom Jobim,Vinícius de Moraes,João Gilberto,Carlos Lyra,Roberto Menescal, Baden Powell,Ronaldo Bôscoli,entre outros,que influenciam a mpb até os dias de hoje.
Historicamente, a Bossa Nova é iniciada com o lançamento dos discos,em 1958,”Canção de amor demais” com músicas de Tom Jobim e o disco “Chega de Saudades” de 78 RPM com a música título de um lado e “Bim-Bom”,de João Gilberto,do outro.João Gilberto introduziu uma batida de violão inovadora.
Além da Bossa Nova, tivemos o surgimento do Neoconcretismo nas artes plásticas, do Cinema Novo e de grandes lançamentos literários com Jorge Amado, Fernando Sabino, João Guimarães Rosa, Ferreira Gullar, entre outros.
Anos depois, o mundo encantou-se com a Bossa Nova, sendo traduzida e dançada por norte-americanos e europeus e espalhando-se até os dias atuais no Japão (e em outras regiões). Hoje, a Bossa Nova é mais escutada no planeta Terra do que em nosso país, onde tudo perdeu um pouco da Bossa Nova que era, mas ficam os bons músicos e compositores que a fazem ser presenciada.
Quem foi Heitor Villa Lobos ?
Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".
Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.
Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.
Entre 1944 e 1945 , Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.
Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em novembro de 1959.
Musicoterapia é uma forma de terapia alternativa que utiliza a música no tratamento de pessoas com problemas tanto de ordem física quanto emocional, mental e cognitiva.Teve início no século XX, onde após as duas primeiras guerras mundiais, músicos amadores e profissionais passaram a tocar em hospitais de países da Europa e nos Estados Unidos. A partir disso médicos e enfermeiros puderam notar melhoras no bem estar dos pacientes que ali se encontravam.
As pesquisas em relação ao poder exercido pela música começaram na década de 60, quando o médico e escritor Oliver Sachs começou a pesquisar o efeito da música em pacientes com a doença de Parkinson.
A Musicoterapia pode ser realizada no tratamento de dores, reabilitação de acidentes vasculares cerebrais (AVC), lesões traumáticas, na melhora da coordenação motora tanto de crianças quanto em jovens, adultos e idosos com deficiências neurológicas, com pessoas cegas ou surdas, doentes de Parkinson, mulheres grávidas, deficientes físicos, entre outros.
Obra de Kohn Cage – 4 minutos e 33 segundos
Uma das obras mais conhecidade Cage é 4′33″, composta em 1952. A não se utiliza de sons deliberados. Os músicos a apresentá-la não tocam nada durante o tempo especificado no título, ficando apenas quietos, por esse tempo, diante do instrumento. O conteúdo da composição não é quatro minutos e trinta e três segundos de silêncio, como se poderia supor, mas sim de sons do ambiente ouvidos pelo público durante a audição.
Quem foi Jose Ramos Tinhorão ?
José Ramos Tinhorão poderia ser chamado de 'o boca maldita' do século XX. Amado e odiado na mesma intensidade, o crítico musical ganhou fama, principalmente, por atacar 'quase unanimidades' do cenário brasileiro, como Tom Jobim e Chico Buarque e ser implacável com a bossa nova. Chegou mesmo a escrever que 'Águas de Março', de Jobim, não passaria de mero plágio. Mesmo despertando sentimentos apaixonados, Tinhorão, certamente, é um dos grandes nomes da crítica musical brasileira.
Nascido em 7 de fevereiro de 1928, em Santos, passou por cidades como São Paulo, Jundiaí e Bragança, antes de instalar-se no Rio de Janeiro em 1938. Formou-se no ano de 1953 na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e na Faculdade de Filosofia da Universidade Nacional (RJ), em Jornalismo. A primeira profissão nunca chegou a exercer. A segunda foi a responsável pelo sabores e dissabores de sua vida profissional.
Começou no Jornalismo em 1951, vendendo reportagens para a 'Revista da Semana' (RJ) e para a 'Revista Guaíra de Curitiba' (PR). Simultaneamente, estreou na seção 'Na Hora H', como repórter do jornal 'Última Hora'. No ano de 1959, entrou no 'Jornal do Brasil', onde atuou como redator e colaborador dos 'Cadernos de Estudos Brasileiros' e 'Caderno B'. Ao assumir uma coluna controversa no jornal, entre os anos de 1975 a 1980, comprou briga com grandes nomes da MPB, chamando, por exemplo, de 'boi com abóbora' um samba de Chico Buarque ou batendo boca com Paulinho da Viola.
Sua carreira é, ainda, marcada por passagens em outros grandes veículos da imprensa, tais como as revistas 'Veja' e 'Senhor' e as redes de televisão TV Globo e TV Rio. Seu primeiro livro sobre a história da música popular brasileira foi escrito em 1966, 'Música Popular: um tema em debate'. Ao todo, sua obra já chega a mais de 20 publicações.

