terça-feira, 13 de novembro de 2012


                                                     Rap do Vale

O cenário musical do Rap no Vale do Paraíba está ao meu ver com pessoas que estão trabalhando mesmo, para passar algo verdadeiro para as pessoas, gente que correm atrás do seu objetivo sem ligar pra fama ou dinheiro, porque pra quem vê de fora, o espectador esta tudo lindo e tal, alguns fazendo sucesso e ganhando dinheiro, viajando e pra outros só problemas e impecilios. Mais para essas pessoas que fazem o Rap de verdade acontecer que expõem e canta Rap como tem que ser cantado é suprimido pela mídia pois os mesmos os desmascara, entende ?  

Mais é claro que também não é de todo bom, está também um pouco fora do contexto com o verdadeiro intuito do Rap que é protesto por assim dizer. Desde pequeno ouço Rap, como: Racionais MC’s, Sabotagem, Facção Central, Realidade Cruel entre outros. Raps que tem algo a dizer, algo interessante a dizer pra sociedade como um todo independente de classe social, fazer de forma subtendida um protesto contra inúmeras coisas que hoje acontecem na nossa sociedade, mais coisas que não estão boas, coisas que ninguém vê.

O Rap hoje só esta na televisão porque o Rap que tá na televisão não fala a realidade.
Mais pra falar de bom Rap no Vale o que vem primeiro na minha mente é “Distúrbio Verbal”, não tem muita informação sobre eles por aí que como eu disse aqui o bom Rap é sempre suprimido pela mídia, tem gente que até confunde “Distúrbio Verbal” com outros grupos pelo fato de seus componentes serem quase anônimos, mais isso é uma opção de cada MC, acredito e estrela está no céu para serem admiradas pra quem olhar pra cima.

Link da musica "Quebrada": http://www.youtube.com/watch?v=cFtqQF3tczw

Esse papinho de hoje “A rua é noiz” pra mim não vira pra mim como disse Mauro Mateus que cantava no Sabotagem “ O Rao é compromisso” não uma viajem como hoje em dia eu tenho visto fazer tanto sucesso. Acho que não vale a pena fica falando mal pois cada um tem que respeitar o trabalho do outro, só acho bacana ressaltar sim o que de bom no Vale tem acontecido como o ,Síntese, Arte Sonora, Eduardo do Safari, Tubaina, ENIDEE pra mim é o cara mais da hora mesmo, mais esses caras ai são os nomes que eles sim fazem o verdadeiro Rap acontecer, tem a mente evoluída e com as letras que você de ouvir nem acredita nos pensamentos que estão ali embutidos e subentendidos.

Mauro Mateus dos Santos (13 de abril de 1973 - 24 de janeiro de 2003)

 Mais então é isso daí que eu acho que tem que ser dito, o Rap que tá ai hoje sendo vendido e fazendo sucesso é porque diz oque o público quer ouvir e não oque tem realmente que ser dito e quando é acontecem coisas como Mauro do Sabotagem que morreu com 3 tiros nas costas.

Ele foi um mais são muitos artistas dessa levada do Rap que sofre com essa censura e nós 
como ouvintes temos que mostras pra quem não conhece e não entende o verdadeiro intuito do Rap.

Oque agente não pode fazer é ficar criticando tem que apoiar pra esses caras poder crescer 
não pra ganha fama e abandona a região mais sim pra que a mensagem deles cheguem longe e outras pessoas que tem o dom através deles também comecem a passar sua mensagem para os outros.
Uma da musicas bem assim pesadas mesmo do grupo Síntese se chama “Vamos Acordar” e a letra é bem sugestiva mesmo que fala a Pura realidade que está acontecendo.
Link da musica “Vamos Acordar” e letra: http://letras.mus.br/sintese/apocalipse-pessoal/#selecoes/2147840/

O que agente não pode deixar de fazer também é apoiar esses caras que fazem a negocio acontecer.

Pra acabar aqui esse pequeno comentário sobre o Rap queria deixar uma frase muito forte e sugestiva do Síntese também que diz assim “ Enquanto servimos o faraó, nunca sairemos do Egito” que ai fica pra cada um entender da sua maneira. 

Um página no Facebook que eu gosto muito que tem umas ideias muito certas é “Unidos contra o Rap modinha” que satiriza esses novos grupos de Rap.     http://www.facebook.com/UnidosContraORapModinha


 Pedro O. Ribeiro

                    Entrevista – Síntese          apresenta seu rap do Vale


Em meio à enxurrada de “escuta meu som aí, mano”, “fortalece aí ouvindo minha rima nova” e “confira o novo hit do MC Fulano”, ainda conseguimos encontrar bons novos nomes no Rap nos interiores de São Paulo. Exemplo disso é uma dupla aqui São José dos Campos que conseguiu chamar a atenção a partir de um vídeo simples, beat torto, letra nervosa e performance e levada neuróticas. A música se chamava 4:20 e os responsáveis eram o grupo Síntese, com quem troquei uma ideia pra saber um pouco das “várias fita na mente” desses dois caras que vem sendo apontados como promessa da novíssima geração rap do Braza.

- Quem é o Síntese? Quando vocês começaram a se envolver com o Rap?
O Síntese é uma dupla. Léo (MC) e Neto (BeatMaker/MC).
Começamos a ouvir bem cedo, por influência de parentes e amigos nossos. Por volta de 2007, o streetball era forte na cidade e nos proporcionou os primeiros encontros com o rap tocado ao vivo. Nessa época tinhas 14, 15 anos, e víamos tudo acontecer ali na rua. For ali que artistas como Skema, Marginal, De Paula, Hope, entre outros nos mostraram pela primeira vez oque é o rap de verdade e seus ideais que nos inspiram até  hoje.
- Falem sobre a produção do vídeo da música 4:20. Vocês esperavam essa repercussão? Algo mudou pro Síntese depois que o vídeo foi liberado?
A ideia do web-vídeo era fazer com que parecesse um recorte do nosso dia, uma intervenção no cotidiano naquele lote comum de espaço, porém de significado pra nós, porque sempre estamos naquela praça. Esperávamos mais a repercussão local que aconteceu, de quem já vem acompanhando o que a gente tem feito por aqui desde as cópias da DemoTape (2010) e a Promotape (2011) que a gente fez com a mesma ideia de ser um projeto mais para as pessoas daqui. Mas de fato, o vídeo chegou em alguns lugares que não esperávamos mesmo. Não, nada mudou. O vídeo só possibilitou que mais pessoas tivessem oportunidade de conhecer a mensagem.

Link do vídeo “4:20”: http://www.youtube.com/watch?v=SXErsImJ31M 
- Quando vi o título da música 4:20, achei que se tratava de mais um rap “enfumaçado”, mas a faixa tem uma letra bem sóbria e até politizada. Porque a música leva esse nome? Foi intencional esse contraste entre título e mensagem?
O título foi o horário em que a música foi composta, e a partir disso o jeito que decidimos começar a escrever a letra. Na verdade não foi intencional. Alguns interpretam assim não só pelo título, mas devido ao reggae que rola no começo. Mas esse trecho só foi colocado porque é a original que sampleamos “sampleamento é feito a partir de um Instrumento digital que converte sons contínuos em discretos”, para fazer a base. A música não faz menção nenhuma à maconha, a associação só é feita por quem enxerga o registro de maneira rasa, porém alguns ainda analisam o contexto com atenção.
Além do som começar com um reggae, pelo Facebook dá para ver que vocês curtem muito o estilo. Vocês trazem alguma influência disso para a maneira como que fazem Rap ?

O reggae é muito presente na nossa vida, por ser uma instrutiva e de cunho espiritual muito forte, assim como o rap. Procuramos agregar essa vertente musical na nossa arte o máximo possível. Temos um projeto musical só com samples de reggae, temos muitos amigos que fazem reggae, a gente pensa em um dia até montar uma banda e gravar umas coisas e tal

- Quando conheci eles, o que me chamou atenção logo de cara foi a sonoridade diferenciada nos instrumentais e o clima tenso nas letras e levadas sempre neuróticas. Vocês já começaram a fazer as músicas nessa intenção ou foi algo natural?
Fazemos o que pede a intenção das propostas de cada coisa que fazemos. Esse ímpeto é inevitável no que a gente se propõe a fazer, o que a gente acha que deve ser falado pede uma seriedade maior no tratamento, de fato.

- Quais artistas, grupos ou bandas (ou demais manifestações artísticas) influenciam o trabalho de vocês?
Nossos amigos nos influenciam muito, nossa família, principalmente quem não é envolvido com arte. Nos influenciamos musicalmente por muitos caras daqui, como os músicos do Coletivo Estoril, os manos do Distúrbio Verbal, nossos parceiros do Sementes da Tribo, o Marginal, o GiRap, entre outros.
- São José dos Campos parece ser uma cidade frutífera em rap, quais outros nomes vocês destacam aí da região onde vivem?
Destacamos o Marginal, MC de milianos daqui e os nossos amigos do Distúrbio Verbal. Guardem esses nomes.
- Citem cinco discos que vocês mais têm ouvido ultimamente.
Sarksmo e Choco – Para Além da Capital (2006)
Noel Ellis – Noel Ellis (1983)
O Rappa – Acústico MTV (2005)
Monte Zion – Força, Vida e Luz (2002)
Black Alien – Babylon By Gus (2004)
- Vocês estão trabalhando em algum material? Disco, músicas novas… o que vem do Síntese ainda em 2012?
Esttivemos com muitos projetos pra esse ano. Em março saiu nosso vídeo, e em abril a MixTape “Sem Cortesia”.


- Manos e Minas volta com temporada de inéditos
Max B.O. recebe na reestreia da atração os rappers do Síntese, Terceira Safra e Haikaiss.
Música

O único programa de rap da televisão brasileira inaugura neste sábado (9/6) uma nova fase, só com edições inéditas. A apresentação continua sob responsabilidade do mestre do improviso Max B.O. A turma do Projeto Nave permanece com cadeira cativa. No ar às 18h30.
Quem sobe ao palco nesta reestreia é o Síntese, dupla de rappers de São José dos Campos formada pelos MCs Léo e Neto, que frequentam desde 2007 as rodas de freestyle (rap de improviso). Marcam presença também os grupos Terceira Safra e Haikaiss, ambos representantes da nova geração de artistas do gênero.

V3 já foi o nome artístico do Leonardo, participou da etapa de Ubatuba da Rinha dos MC’s

 Pedro O. Ribeiro