segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sebastião Salgado



Sebastião Salgado procura fazer as pessoas refletirem sobre a situação econômica do local retratado, seja por meio do choque, ou seja,  por meio da imagem nua e crua da pobreza, da dor, e da fome. Uma vez questionado em uma de suas exposições, disse: "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair”.
            Além do mais, observa-se que todo o trabalho de Salgado é realizado em preto e branco. A ausência de cor enfatiza o drama da situação retratada, a dor e o desespero. É como se o mundo perdesse a cor, a vida, a alegria, já que Salgado utiliza sua fotografia como ferramenta de denúncia da pobreza, violência, guerra e fome em regiões miseráveis do mundo.

           
            O trabalho de Salgado tem o mérito de levar a discussão sobre o que vendo ou não, muitos não querem enxergar. Isto é, a obra de Salgado traz a dor daqueles que sofrem com a guerra, o descaso daqueles que a provocam, o efeito devastador da fome, do trabalho indígno, da falta de oportunidade para sobreviver. Isto significa que, profunda ou não, o valor de suas obras, cientificamente falando, está no fato de encontrar uma nova forma para discutir questões de forma a conscientizar pela emoção, aqueles que não são tocados por números, gráficos e palestras. Mesmo que o assunto perca seu ar de novidade, a iniciativa de colocá-lo em pauta é válida.

             
            Pode ser que a obra de Salgado, pelo excesso de choque, leve à anulação de seus efeitos com o tempo ou com a observação contínua. Mas, é inegável o efeito da primeira impressão de um rosto faminto e sôfrego de uma criança em estado deplorável de desnutrição.



(Amanda Suave, Isabela Marques, Luiza Bertalia, Mariana Gaspar e Raquel Piragibe- 1°A)

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