Sebastião Salgado procura fazer as pessoas refletirem sobre
a situação econômica do local retratado, seja por meio do choque, ou seja, por meio da imagem nua e crua da pobreza, da
dor, e da fome. Uma vez questionado em uma de suas exposições, disse:
"Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao
sair”.
Além do mais, observa-se que todo o
trabalho de Salgado é realizado em preto e branco. A ausência de cor enfatiza o
drama da situação retratada, a dor e o desespero. É como se o mundo perdesse a
cor, a vida, a alegria, já que Salgado utiliza sua fotografia como ferramenta
de denúncia da pobreza, violência, guerra e fome em regiões miseráveis do
mundo.
O trabalho de Salgado tem o mérito
de levar a discussão sobre o que vendo ou não, muitos não querem enxergar. Isto
é, a obra de Salgado traz a dor daqueles que sofrem com a guerra, o descaso
daqueles que a provocam, o efeito devastador da fome, do trabalho indígno, da
falta de oportunidade para sobreviver. Isto significa que, profunda ou não, o
valor de suas obras, cientificamente falando, está no fato de encontrar uma
nova forma para discutir questões de forma a conscientizar pela emoção, aqueles
que não são tocados por números, gráficos e palestras. Mesmo que o assunto
perca seu ar de novidade, a iniciativa de colocá-lo em pauta é válida.
Pode ser que a obra de Salgado, pelo
excesso de choque, leve à anulação de seus efeitos com o tempo ou com a
observação contínua. Mas, é inegável o efeito da primeira impressão de um rosto
faminto e sôfrego de uma criança em estado deplorável de desnutrição.
(Amanda Suave, Isabela Marques, Luiza Bertalia, Mariana Gaspar e Raquel Piragibe- 1°A)
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