terça-feira, 30 de outubro de 2012


História Tarsila do Amaral

Biografia:
Tarsila do Amaral, nasceu na cidade de Capivari, em 1 de setembro de 1886. Foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.
Desde criança, fazia uso de produtos importados franceses e foi educada conforme o gosto do tempo. Sua primeira mestra, a belga Mlle. Marie van Varemberg d’Egmont, ensinou-lhe a ler, escrever, bordar e falar francês. Sua mãe passava horas ao piano e contando histórias dos romances que lia às crianças. Seu pai recitava versos em francês, retirados dos numerosos volumes de sua biblioteca.
Estudou em São Paulo, em colégio de freiras do bairro de Santana e no Colégio Sion. E completou os estudos em Barcelona, na Espanha, no Colégio Sacré-Coeur.
 
Casamento e maternidade:
Ao chegar da Europa, em 1906, casou-se com o médico André Teixeira Pinto, seu noivo. Rapidamente o primeiro casamento da artista chegou ao fim. A diferença cultural do casal era grande. O marido se opunha ao desenvolvimento artístico de Tarsila, já que ele era conservador e, para os homens da época, a mulher só deveria cuidar do lar. Revoltada com essa imposição, ela se separa, mas só conseguiu a anulação do casamento anos depois. Com ele teve sua única filha, a menina Dulce, nascida no mesmo ano do casamento. Tarsila se separou logo após o nascimento da filha e voltou a morar com os pais na fazenda, levando Dulce.
Em 1926, casou-se com Oswald de Andrade, também artista.
 
Início da carreira:
Começou a aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino Borges. Mais tarde, estudou com o alemão George Fischer Elpons. Em 1920, viaja a Paris e frequenta a Academia Julian, onde desenhava nus e modelos vivos intensamente. Também estudou na Academia de Émile Renard.
Apesar de ter tido contato com as novas tendências e vanguardas, Tarsila somente aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922. Foi apresentada por Anita Malfatti aos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Esses novos amigos passaram a frequentar seu atelier, formando o Grupo dos Cinco.
Em 1926 realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. Em 1928, Tarsila pinta o Abaporu, cujo nome de origem indígena significa "homem que come carne humana", obra que originou o Movimento Antropofágico, idealizado pelo seu marido (Oswald).
Em julho de 1929, Tarsila expõe suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em virtude da quebra da Bolsa de Nova York, conhecida como a Crise de 1929, Tarsila e sua família de fazendeiros sentem no bolso os efeitos da crise do café e Tarsila perde sua fazenda. Ainda nesse mesmo ano, Oswald de Andrade separa-se de Tarsila porque ele se apaixonou e decidiu se casar com a revolucionária Patrícia Galvão, conhecida como Pagu. Tarsila sofre demais com a separação e com a perda da fazenda, o que a leva a entregar-se ainda mais a seu trabalho no mundo artístico.

Letícia Karine.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Tom Zé – Antonio José Santana Martins, compositor, cantor, performer, arranjador, escritor, nasceu em Irará, Bahia, em 11 de outubro de 1936.
Biografia
Nascido em uma família de classe média, economicamente favorecida quando seu pai, comerciante de Irará, tirou a “sorte grande” da loteria federal, Tom Zé passou a infância em sua cidade, no Recôncavo baiano. Menciona ter nascido na Idade Média, pela cultura peculiar e original de sua região “pré-gutenberguiana”, na qual fatos e manifestações musicais eram veiculados pela conversa, pelas interações interpessoais. Numa linguagem forte, o Português vinha do caboclo, do índio, do Descobrimento, do negro. Tom Zé conta que ler Guimarães Rosa representou uma continuidade da expressão de sua terra.
Em Salvador, no curso secundário, se interessou por música e cursou por seis anos a Universidade de Música da Bahia, depois de  ter passado em primeiro lugar no vestibular. Essa escola excepcional contava com professores como  Ernst Widmer, Walter Smetak e Hans Joachim Koellreutter.
Ainda em Salvador, participou do espetáculo “Nós, Por Exemplo, no Teatro Castro Alves. Já em São Paulo, participa de “Arena Canta Bahia”, musical dirigido por Augusto Boal, e da gravação do disco definidor do Tropicalismo, “Tropicália ou Panis et Circensis”, em 1968.
No mesmo ano (1968) leva o primeiro lugar no IV Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, com a canção São Paulo, Meu Amor.
Grava seu primeiro disco, “Tom Zé – Grande Liquidação”, que tematiza a vida urbana brasileira em música e texto renovadores. Em 1973 lança “Todos os Olhos”, cuja ousadia, só assimilada por crítica e público muito tempo depois, o “afastou dos meios de comunicação mas o fez escutado pelos melhores ouvidos do País” – diz o artista.

Em 76, lança “Estudando o Samba”, recebido então com certa perplexidade, por sua ousadia formal. Porém, foi ouvido casualmente no final dos anos 80 pelo multiartista David Byrne, ex- Talking Heads, que perguntou por telefone a Arto Lindsay: “que país é esse, que tem um artista assim e que tão poucos conhecem?” e lançou sua obra nos Estados Unidos, com total sucesso de crítica.
A compilação ‘The Best of Tom Zé”, da gravadora de Byrne, foi o único álbum brasileiro a figurar entre os dez discos mais importantes da década nos E.U.A. Tom Zé passou a ser mais ouvido no Brasil e seu extraordinário desempenho no palco repercutiu no País e nas turnês européias e americanas. Em Londres por exemplo, no Barbican Festival, foi o sucesso de público do festival que contou com Stockhausen, Werner Herzog e Enio Morricone.
Em 1998, “Com Defeito de Fabricação”, disco que fala sobre o homem do Terceiro Mundo, é listado entre os dez mais importantes do ano pelo The New York Times.
Para o Grupo Corpo, compôs “Parabelo”, com José Miguel Wisnik (1997) e “Santagustin” (2002).
É tema de três documentários, premiados nos festivais nos quais foram apresentados: “Tom Zé, ou Quem Irá Colocar Uma Dinamite na Cabeça do Século? De Carla Gallo (2000); “Fabricando Tom Zé” (2006), por Décio Matos Júnior e “Tom Zé – Astronauta Libertado”, por Igor Iglesias, cineasta espanhol (2009).

Algumas premiações: Prêmio de Criatividade concedido pelos compositores do festival Composer to Compóser, em Telluride, E.U.A., 1990; prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), 1998; Artista do Ano – Revista Bravo, 2006, Prêmio Shell pelo conjunto da obra - 2003.
Tom Zé é autor de “Tropicalista Lenta Luta” (Publifolha, 2003), “Cidades do Brasil – Salvador” (Publifolha, 2006) e “Ilha Deserta – Discos” (Publifolha – 2003).
Lançou recentemente (2010), pela Biscoito Fino, o cd e dvd “O Pirulito da Ciência”, produção de Charles Gavin. “Todos os Olhos” foi relançado em vinil.
Em outubro/ 2010, a Luaka Bop lançou, nos EUA, antologia/ box em vinil, intitulado "Explaining Things So I Can Confuse You" (Tô te explicando pra te confundir).
Dia 07 de Dezembro/ 2010, no Palácio dos Bandeirantes, o Governo do Estado de São Paulo concede a Tom Zé o "Prêmio Governador do Estado - Destaque em Música no ano de 2010".



Manoela borges

Como Arrigo Barnabé ficou conhecido?


Arrigo Barnabé, como ficou conhecido?
O artista ficou conhecido mesmo pelo álbum Clara crocodilo, lançado em 1980, o qual ainda é motivo de orgulho para ele. . Em suas composições, Arrigo mistura elementos e procedimentos da música erudita do século XX a letras ferinas sobre a vida na grande cidade. É comum a utilização de séries dodecafônicas, aliada a uma prosódia muito próxima da fala urbana de seu tempo. Além das canções do disco "Clara Crocodilo", outras músicas, como "Uga Uga" - hit dos anos 80 com participação de Eliete Negreiros e Vânia Bastos nos vocais - foram sucessos prestigiados, e motivo para seu destaque.
O compositor escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e a faixa-título de seu álbum "Tubarões Voadores" é baseada em uma história em quadrinhos de Luiz Gê. Arrigo Barnabé ficou conhecido tambem pelas suas letras incomuns e um jeito de fazer música um tanto quanto diferente.

Nathielly Andrade - Nº29 - 1ºA

Clara Crocodilo - Nome do disco


Clara Crocodilo foi o primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé e também o último a contar com a participação da Banda Sabor de Veneno, que ele havia montado para uma (polêmica) participação no Festival Universitário da Canção da TV Cultura de São Paulo em1979. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.
Numa entrevista em 1982, Barnabé diz que o nome "Clara Crocodilo" veio à sua mente após a leitura do poema "Aura Amara" do trovador Arnaut Daniel, no livro "ABC da Leitura" de Ezra Pound. Barnabé diz que gostou da economia e da sonoridade do nome, e que procurava algo assim, mas que contivesse em si a ideia de oposição entre as duas palavras. Foi aí, segundo ele, que pensou em "Clara", representando a luz, e "Crocodilo", que representaria algo escuro, das profundezas, do pântano. Além disso, havia a sonoridade das duas primeiras sílabas de cada palavra: o "Cla" de Clara em oposição ao "Cro" de Crocodilo. Segundo Barnabé, "isso tudo eu penso de modo consciente quando vou compor, minhas peças não surgem espontaneamente".
Fazer de "Clara Crocodilo" uma produção independente não foi um gesto deliberado de rebeldia ou de "resistência cultural" por parte de Arrigo Barnabé, como chegou a se pensar na época.


Amanda Gomes - Nº01 - 1A

Comentários sobre as obras de Vik Muniz



A contemporaneidade das obras de Vik Muniz está na utilização de materiais inusitados, como: geleia, chocolate, pasta de amendoim, xarope, vinho, açúcar, materiais recicláveis, fios de cabelo, arame, diamante, gel, pigmentos, comidas, etc e tal. A técnica criada por Vik Muniz consiste na utilização desses variados e inusitados materiais e objetos na formação de imagens que depois são fotografadas e ampliadas. Normalmente seus trabalhos são releituras de grandes mestres da pintura: Leonardo da Vinci, Claude Monet, Albert Dürer, Gerhard Richter, Andy Warhol, entre outros. O resultado é fantástico

Vik Muniz recebe muitas encomendas de trabalhos fotográficos, já realizou trabalhos importantes como o retrato de Vladmir Putin, feito com caviar, uma encomenda da revista americana Esquire; fez também capa e ilustrações para o jornal dominical do The New York Times, entre muitos outros trabalhos.
As fotografias de Vik Muniz fazem parte de acervos particulares em vários lugares no mundo: Madri, Paris, Tóquio, Victoria & Albert Museum (Londres), Getty Institute, Moscou.
No dia 27 de Abril, após encerrar uma exposição no MAM do Rio de Janeiro, Vik Muniz vai inaugurar uma nova mostra no Museu de Arte de São Paulo (MASP), uma retrospectiva de 20 anos de carreira. A cidade natal de Vik Muniz com certeza sentirá orgulho de seu filho ilustre. Conheça um pouco mais da obra desse talento brasileiro.


As obras de Vik Muniz, Retrato de Lewis Carroll, 2004


Atlas, Giovanni Francesco Barbieri (Il Guercino)




Amanda Suave, Isabela Marques, Luiza, Mariana e Raquel.





Introdução
Abaporu, de Tarsila do Amaral, é a tela brasileira mais valorizada no mundo. Ela custou US$ 1,5 milhão. Abaporu é um nome tupi, que significa "homem que come gente". Tarsila estava na fase antropofágica do Modernismo, que propunha deglutir a arte e cultura estrangeira e adaptá-la ao Brasil. Um dos criadores deste movimento foi o marido da pintora, Oswald de Andrade, a quem a obra foi oferecida. Abaporu vem dos termos em tupi aba (homem), pora (gente) e ú (comer), significando "homem que come gente".

Explicação
A artista brasileira criou Abaporu com mãos e pernas grandes para valorizar o trabalho braçal pelo qual passava a maioria dos trabalhadores do País. Em detrimento, percebe-se que a cabeça dele é bem menor que os outros membros, mostrando a desvalorização do trabalho mental na época.



Trabalho de Vik Muniz

Em 1992, o cineasta Eduardo Coutinho fez o documentário “Boca de Lixo” em um aterro sanitário do Rio de Janeiro. Daquela montanha de dejetos, em que se misturavam lixo orgânico, hospitalar e materiais recicláveis, pessoas tiravam o seu sustento e a sua alimentação, disputando espaço com urubus e outros animais que viviam por ali. Tempos depois, em 2004, foi a vez de José Padilha e Marcos Prado explorarem a mesma temática em “Estamira”.
Na segunda década dos anos 2000, o filme que chega aos cinemas para mais uma sessão de denúncia do gênero é “Lixo Extraordinário”, documentário da britânica Lucy Walker em parceria com os brasileiros Karen Harley e João Jardim, sobre o envolvimento do artista plástico Vik Muniz com os catadores do Jardim Gramacho, maior aterro sanitário do mundo, que recebe cerca de 70% de todo o lixo produzido no Rio de Janeiro.

O projeto do filme nasceu quando Vik resolveu juntar o poder transformador da arte com o objetivo de ajudar a associação de catadores de Gramacho. De origem pobre, vindo da periferia de São Paulo, o artista entendeu essa atitude como uma forma de devolver para o mundo um pouco da sorte que teve em sua vida profissional.


Obra de Vik Muniz vinda de GramachoObra de Vik Muniz vinda de Gramacho
A ideia de usar o lixo como matéria-prima da série “Imagens do Lixo” também foi um resgate da história pessoal do artista plástico. Antes de ser o brasileiro que mais vende obras no exterior, ele imigrou para os Estados Unidos nos anos 80 e chegou a trabalhar como faxineiro em um supermercado.
Da idealização do projeto à exposição que Vik Muniz fez no MAM do Rio de Janeiro, em 2009, primeira vez em que a série foi exposta, passaram-se três anos de filmagens. Nelas se pode ver um Vik sensível e midiático – tanto na sua produção artística, quanto na sua maneira de lidar com a câmera e a exposição. Além de uma série de histórias comoventes de pessoas que, ao não verem mais nenhuma esperança na vida, foram trabalhar no aterro. 

Ao desembarcar naquele outro mundo, Vik começa a acompanhar a rotina dos catadores e a se envolver com a história de alguns deles, que acabam sendo escolhidos para se “transformarem” em obras de arte. Ou seja, usando a sua fórmula já consagrada de misturar vida real e arte, Vik fotografou essas pessoas tendo como referência imagens já conhecidas da cultura e, depois, recriando-as depois com o material reciclável coletado no próprio lixão.

O processo de criação dos seis quadros que compõem a série envolveu diretamente seus personagens, bem como suas vivências, proporcionando a essas pessoas um momento de respiro em meio a rotina cruel em meio ao lixo. E, além de sinalizar novas experiências e expectativas que há muito estavam esquecidas, a venda de uma das obras da série - o “Mara Sebastião”, foto do Tião, presidente da associação dos catadores de Jardim Gramacho – rendeu mais de R$100 mil em um leilão em Londres. O valor foi todo revertido para a associação.

Transformando material em ideias, como diz Vik Muniz no filme, o projeto bem-sucedido no Jardim Gramacho muda vidas, emociona o espectador e mostra que a condição sub-humana e insalubre das pessoas que trabalham em aterros sanitários não mudou em nada no Brasil durante os 20 anos de intervalo entre “Boca de Lixo” e “ Lixo Extraordinário”. Apenas aumentou e deixou ainda mais evidente as desigualdades que permeiam nossa sociedade.

Amanda Suave, Isabela Marques, Mariana Gaspar, Luiza Bertalia e Raquel Piragibe.

Cândido Portinari e sua Obra ''Guerra e Paz''


      Cândido Portinari (Brodowski29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras (de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão como O Lavrador de Café à gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956 e que em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro). Portinari hoje é considerado um dos artistas mais prestigiados do país e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.
         Guerra e Paz são dois painéis de, aproximadamente, 14 x 10 m cada um produzidos pelo pintor brasileiro Cândido Portinari, entre 1952 e 1956. Os painéis foram encomendados pelo governo brasileiro para presentear a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, mas antes de partirem, em 1956, foram expostos numa cerimônia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que contou com a presença do então Presidente Juscelino Kubitschek.
Os primeiros estudos para a obra surgiram em 1952, quando Portinari realizava uma outra encomenda, feita pelo Banco da Bahia, com a temática de retratar a chegada da família real portuguesa à Bahia. Com o auxílio de Enrico Bianco e de Maria Luiza Leão, os painéis Guerra e Paz foram pintados a óleo sobre madeira compensada naval.Enquanto um é uma representação da guerra, o outro representa a paz. Por seu trabalho com os painéis, Portinari foi agraciado em 1956 com o prêmio concedido pela Solomon Guggenheim Foundation de Nova York.Naquela ocasião, o crítico de arte Mario Barata publicou a seguinte nota no Diário de Notícias:
Cquote1.svgNunca, na arte moderna do mundo inteiro, um pintor viu as suas obras substituírem-se aos acorde de Wagner e Verdi, à fantasia dos ballets de Chopin, à majestade das orquestras sinfônicas. Pela primeira vez no século XX, o maior teatro de uma cidade transforma-se em templo da pinturaCquote2.svg


                                                                                                                                     — Mario Barata
          Cinquenta e quatro anos depois, em dezembro de 2010, os painéis deixaram a sede da ONU e retornaram ao Brasil para uma restauração que ocorrerá no Palácio Gustavo Capanema, de fevereiro a maio de 2011, em ateliê aberto ao público. Graças aos esforços do Projeto Portinari, do Governo Federal, através do Ministério da Cultura e do Itamaraty, de instituições internacionais e de empresas estatais e privadas, a obra será exposta no Brasil e no exterior até agosto de 2013, enquanto a sede da ONU sofrerá uma grande reforma.
         No retorno ao Brasil, contou com uma exibição franca que foi de 22 de dezembro de 2010 até 6 de janeiro de 2011, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.A exposição foi visitada por mais de 40 mil pessoas.Do Rio, os painéis seguiram para São Paulo (Memorial da América Latina) e, após, um itinerário que deve passar pelo Grand Palais, em Paris, pelo Memorial da Paz de Hiroshima, no Japão, pelo Auditório Municipal de Oslo, onde ficarão expostos durante a entrega do Prêmio Nobel da Paz, e pelo Museu de Arte Moderna de Nova York.

Bárbara Zocchio ; Mariana Silva ; Gabriele Valério e Thais Fernanda - 1º ano A 

Vik Muniz




Nascido em 1961, Vik Muniz é artista plástico brasileiro conhecido, por usar lixo e componentes como açúcar e chocolate em suas obras. É radicado em Nova York. Nasceu em São Paulo e em 1983 foi viver em Nova Iorque.
A partir de 1988, começou a desenvolver trabalhos que faziam uso da percepção e representação de imagens a partir de materiais como o açúcar, chocolate, catchup e outros como o gel para cabelo e lixo. Naquele mesmo ano, Vik Muniz criou desenhos de fotos que memorizou através da revista americana Life. Muniz fotografou os desenhos e a partir de então, pintou-as para conferir um ar de realidade original. A série de desenhos foram chamados The Best of Life.
Vik Muniz fez trabalhos inusitados, como a cópia da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, usando manteiga de amendoim e geléia como matéria prima. Com calda de chocolate, pintou o retrato do pai da psicanálise, Sigmund Freud. Muniz também recriou muitos trabalhos do pintor francês Monet.
Um livro chamado Reflex - A Vik Muniz Primer, foi lançado em 2005, contendo uma coleção de fotos de seus trabalhos expostos.
Uma de suas exposições mais comentadas foi a denominada Vik Muniz:Reflex, no University of South Florida Contemporary Art Museum, também exposta no Seattle Art Museum Contemporary e no Art Museum em Nova York.
Em 2010, foi produzido um documentário intitulado Lixo Extraordinário,sobre o trabalho de Vik Muniz com catadores de lixo de Duque de Caxias, cidade localizada na área metropolitana do Rio de Janeiro. A filmagem recebeu um prêmio no festival de Berlim na categoria Anistia Internacional e no Festival de Sundance.
O artista também se dedicou a fazer trabalhos de maior porte. Alguns deles foram a série Imagens das Nuvens, a partir da fumaça de um avião, e outras feitas na terra, a partir de lixo.

                                                     Monalisa, por Vik Muniz.

                                                                      Sigmund Freud, por Vik Muniz


Amanda Suave, Raquel Piragibe, Luiza Bertalia, Isabela Marques e Mariana Gaspar.

Arrigo Barnabé
Principais obras: Clara Crocodilo

São paulo, 31 de dezembro de 1999. falta
Pouco, pouco, muito pouco mesmo para o
Ano 2000 e você, ouvinte incauto, que no
Aconchego de seu lar, rodeado de seus
Familiares, desafortunadamente colocou
Este disco na vitrola, você que, agora,
Aguarda ansiosamente o espocar da
Champanha e o retinir das taças, você,
Inimigo mortal da angústia e do
Desespero, esteja preparado... o pesadelo
Começou. sim, eu sei, você vai dizer que é
Sua imaginação, que você andou lendo
Muito gibi ultimamente, mas então por
Que suas mãos tremeram, tremeram,
Tremeram tanto, quando você acendeu
Aquele cigarro... e por que você ficou tão
Pálido de repente? será tudo isto fruto da
Sua imaginação? não, meu amigo, vá ao
Banheiro agora, antes que seja tarde
Demais, porque neste mero disco que você
Comprou num sebo, esteve aprisionado
Por mais de 20 anos, o perigoso marginal,
O delinqüente, o facínora, o inimigo
Público número 1, clara crocodilo...
Quem cala consente, eu não me calo
Não vou morrer nas mãos de um tira
Quem cala, consente, eu desacato
Não vou morrer nas mãos de um rato
Não vou ficar mais neste inferno
Nem vou parar num cemitério
Metralhadora não me atinge
Não vou ficar mais neste ringue
Ei, você que está me ouvindo, você acha
Que vai conseguir me agarrar? pois então,
Tome...
Já vi que você é perseverante. vamos ver
Se você segura esta...
Meninas, vocês acham que eles querem
Mais?
Querem sim!
Você, que então é tão espertinho, vamos
Ver se você consegue me seguir neste
Labirinto.
Clara crocodilo fugiu
Clara crocodilo escapuliu
Vê se tem vergonha na cara
E ajuda clara, seu canalha
Olha o holofote no olho,
Sorte, você não passa de um repolho
Onde andará clara crocodilo? onde
Andará? será que ela está roubando algum
Supermercado? será que ela está
Assaltando algum banco? será que ela está
Atrás da porta de seu quarto, aguardando o
Momento oportuno para assassiná-lo com
Os seus entes queridos? ou será que ela
Está adormecida em sua mente esperando
A ocasião propícia para despertar e descer
Até seu coração... ouvinte meu, meu
Irmão?

Letícia dos Santos 

Arrigo Barnabé - Biografia


Arrigo Barnabé - Biografia

Arrigo Barnabé nasceu em Londrina, em 14 de setembro de 1951. Ele é um músico e ator brasileiro. Compositor renomado, tem vários discos gravados. Um de seus sucessos mais elogiados pela crítica é "Clara Crocodilo". Tem como principal característica de composição o dodecafonismo (que é a organização em grupo de doze notas, que podem ser usadas de 4 diferentes maneira). 

Em São Paulo, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e a Escola de Comunicações e Artes, onde fez o curso de composição, no Departamento de Musica. 

Ainda na década de 1970, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a musica "Diversões eletrônicas". Lançou seu primeiro LP, Clara Crocodilo, em 1980. 

Ainda em 1983, recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado/RS pela musica do filme Janete, de Chico Botelho. 

No ano seguinte, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco "Tubarões voadores", eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo. 

Em 1985 foi premiado no Riocine Festival pela musica do filme Estrela nua, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins. 

No mesmo ano, lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho. 

No Festival de Cinema de Curitiba PR de 1988, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora pela musica do filme Lua cheia, de Alain Fresnot. 

Com trabalho singular na musica brasileira, tem composições de características que vão do dodecafonismo a atonalidade. 

Sempre na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular, na década de 1990 escreveu quartetos de cordas e peças para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo. 

Em 1997, depois de quatro anos sem gravar, lançou o CD 'Ed Mort', do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot. 
Arrigo Barnabé
Em 2004 escreve a trilha sonora para o documentário de longa metragem “Doutores da alegria” de Mara Mourão, que recebe o prêmio Sesi-Fiesp de melhor trilha sonora, em 2006. 

Em 2008 realizou a curadoria e direção artística de “Crisantemúsica”, uma série de recitais no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, evento comemorativo dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil. 

Tem um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo, o Supertônica. 

Escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros. 

Arrigo Barnabé é citado na música "Língua", de Caetano Veloso e "Eu Quero Saber Quem Matou" de Rogério Skylab.
 


Larissa Castilho Novaes, 18 .